Sofia

Uma xícara de café quente na pia, a quanto tempo eu não tinha algo assim… a quanto tempo eu não tinha uma presença em minha casa, acordar com alguém em meus braços… acordar com alguém. Fazia tempo, muito tempo… Dançar ao som de um coração. Querer fazer o meu bater novamente apenas para que possamos correr em um mesmo ritmo… Quantas coisas eu simplesmente abandonei, quantas coisas eu simplesmente esqueci? Deixei pra lá como se não fosse importante enquanto mergulhava numa noite sem luz?

É incrível como pequenos gestos podem tocar a gente.

Hoje, enquanto uma guerra pulsa numa noite conturbada, enquanto ódio é riscado em paredes difamando meu nome, enquanto alianças políticas estremecem antes mesmo de serem firmadas e sangue, magias e maldições escorrem pelas ruas, eu estou aqui comprando milho de pipoca e uma garrafa de coca-cola retornável, procurando alguma série nova que seja legal de se assistir com a minha vizinha nova do andar de baixo. Por que eu estou fazendo isso? Gratidão talvez...

Eu não sei bem, mas eu penso que se minha maldição a reclamasse como senhora das minhas correntes, eu acho que não ficaria chateado, se eu houvesse de me apaixonar por alguém, eu acho que não me importaria...

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